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27/06/2013 23:11

AVALIAÇÃO BAROPODOMÉTRICA EM MULHERES QUE UTILIZAM SALTO ALTO

A postura é definida, habitualmente, como o arranjo relativo das partes do corpo e a boa postura é aquela que protege as estruturas de sustentação do corpo contra as lesões ou as deformidades progressivas, independentemente da atitude. Já a postura precária é uma relação defeituosa das várias partes do corpo que produz uma maior sobrecarga nas estruturas de sustentação e que gera um equilíbrio menos eficiente do corpo sobre sua base de apoio (HALL; BRODY, 2007).

O controle postural relaciona orientação e equilíbrio, sendo a orientação o ajuste do corpo e da cabeça à posição vertical e equilíbrio a capacidade de manutenção do centro de massa em relação à base de suporte. O controle postural é obtido por comandos centrais a neurônios motores inferiores e a estimulação central por estímulos sensoriais (LUNDY-EKMAM, 2008). Visto que a pele é um elemento fundamental de exterocepção e devido a planta do pé contar com grande número de receptores cutâneos, exteroceptivos e proprioceptivos. O pé é um segmento do corpo de grande importância para a manutenção da postura. Diante disso Bricot (2004) afirma que a existência de deformação ou assimetria nos pés representará sempre a necessidade de uma adaptação do sistema postural e que não somente alterações podais podem desencadear desequilíbrios posturais como desequilíbrios das estruturas suprajacentes ao pé podem causar alterações podais (BRICOT, 2004). 

O equilíbrio antero-posterior do corpo sobre os pés é controlado pelo músculo sóleo, assim como a manutenção do centro de gravidade. Os saltos dos sapatos fazem com que o sóleo sempre trabalhe encurtado mantendo-se em hipertensão. Esta é a causa de muitas deformidades estáticas (BIENFAIT, 1995) e de contratura dos músculos da panturrilha (MAGGE, 2005). 

O pé, os dedos do pé e o tornozelo formam um complexo de 34 articulações e por meio de sua estrutura óssea, fixação ligamentar e ação muscular são capazes de adaptar as irregularidades do solo, funcionar como estrutura rígida durante a marcha e sustentar o peso corporal (SMITH; LEHMKUHL; WEISS, 1997).

Os ossos do pé são classificados em três segmentos sendo eles: o retropé (talo e calcâneo), mediopé (navicular, cubóide e os três cuneiformes) e o antepé (metatarsianos e falanges). Estes ossos juntamente com seus ligamentos formam o arco longitudinal medial, arco longitudinal lateral e o arco transverso, arcos estes responsáveis em distribuir o peso do corpo através dos ossos talo posteriormente a tuberosidade do calcâneo e anteriormente as cabeças dos ossos metatarsianos e dedos, quando os pés em cadeia fechada, como em pé (SMITH; LEHMKUHL; WEISS, 1997). 

A linha de gravidade traçada do centro de gravidade à base de sustentação cai sobre uma linha que reúne os dois ossos cuneiformes intermédio e lateral e é nesse ponto que se divide as forças da região anterior e posterior do pé (BIENFAIT, 1995). De acordo com Marczak (2004) cerca de 57% do peso corporal é distribuído sobre região posterior de pé e 43% sobre região anterior do mesmo. Para Yung-hui e Wei-Hsien (2005), Speksnijder; Munckhofa; Moonemb; Walenkamp (2005), Snow e Williams (1992) e Mandato e Nester (1999) estes valores são alterados com o uso de salto alto, sendo que ocorre um aumento de pressão em região anterior de pé de acordo com o aumento da altura do salto. 

A baropodometria computadorizada é uma técnica posturográfica de registro que fornece informações para classificar o tipo de pé. É utilizada no diagnóstico e na avaliação da pressão plantar, tanto em posição estática de repouso, quanto de movimento, ela registra os pontos de pressão exercidos pelo corpo sobre a planta dos pés (NETO, 2002). Segundo Valente (2006) o baropodômetro é um equipamento capaz de avaliar as disfunções do pé e da postura de forma precisa, por meio dele é possível analisar quais as influências da postura sobre o pé e do pé sobre a postura. 

Sendo o baropodômetro um equipamento novo e visto que há poucos estudos em relação ao percentual de distribuição de pressão plantar em mulheres que utilizam salto alto. Este trabalho irá contribuir para um maior esclarecimento sobre a relação entre uso de salto alto e a distribuição de pressão plantar. 

Este artigo está organizado em seis seções. A primeira seção é essa introdução, a seção 2 apresenta os objetivos da pesquisa. A metodologia utilizada na realização da pesquisa é apresentada na seção 3. As informações relacionadas ao desenvolvimento da pesquisa como a revisão de literatura, coleta e análise de dados são mostradas na seção 4. Os resultados e as discussões são descritos na seção 5. Por fim, as considerações finais são apresentadas na seção 6.

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